Mandalas Caleidoscópicas

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Planeta Água- Guilherme Arantes

imagem:Photobucket


Água que nasce na fonte serena do mundo
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão
Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias e matam a sede da população
Águas que caem das pedras no véu das cascatas, ronco de trovão
E depois dormem tranquilas no leito dos lagos, no leito dos lagos

Água dos igarapés, onde Iara, a mãe d'água é misteriosa canção
Água que o sol evapora, pro céu vai embora, virar nuvem de algodão
Gotas de água da chuva, alegre arco-íris sobre a plantação
Gotas de água da chuva, tão tristes, são lágrimas na inundação
Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra

Esta letra tão singela de Guilherme Arantes,venceu o festival MPB-Shell em 1981.
Em tempos em que o assunto ecologia, é tão discutido, pensado e repensado, que a questão água potável é assunto urgente, depois de quase tres décadas passadas, essa canção que é um hino de amor ao planeta,não pode ser esquecida.

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